domingo, 18 de julho de 2010

Você não vale nada, mas me trouxe um presente


Manhã nublada de domingo é sempre um tédio, mas esta é diferente porque vou falar de uma pessoa em especial fazendo um breve resumo da "ópera". Há mais ou menos dois anos, conheci no fake uma garota chamada Katty, que de início me pareceu antipática, embora com o tempo tenha se tornado bem receptiva e até mesmo engraçada. Ficamos amigos, começamos a conversar cada vez mais e a nossa amizade se estendeu para o off - quem não sabe o que é on e off não sou quem vai explicar, procure se informar por aí nas comunidades do Orkut - se fortalecendo nos últimos meses.
Acontece que a senhorita Katty, mudou de nome e virou K Mackenzie, depois de ter me revelado dividir esse tempo todo o seu perfil com outra amiga. Nem me surpreendi porque se vê de tudo nesse mundo paralelo. Semana passada, a off da Mackenzie foi assistir a um show no minímo curioso: Calcinha Preta (em negrito para enfatizar). Isso mesmo, aquela banda cafona que toca "(...) Você não vale nada, mas eu gosto de você..." e prometeu trazer de presente uma das calcinhas jogadas para o público. Eu duvidei e, não é que ela conseguiu? Para provar o seu feito, me enviou uma foto segurando o trunfo de sua conquista: a calcinha preta de lycra.
Não pude deixar de ficar emocionado com tamanha demonstração de afeto e postei a "prova" em um álbum do Orkut, então resolvi compartilhar aqui também e dizer o quanto fico feliz com essas amizades verdadeiras, sem ironia nenhuma. Ainda não tenho ideia de como retribuir o "presente", talvez vá a uma apresentação das meninas, - ops! meninos - do Restart exclusivamente para roubar essas headbands que ela tanto gosta. Enquanto eu não decido, continuo aqui admirando essa imagem tão inspiradora. Ai, ai...

Obs: Mackenzie não teve sua identidade completamente revelada por questões éticas e sobretudo vergonha alheia.

sábado, 17 de julho de 2010

Hora de ser um Jackson 5


Esta manhã li no jornal - por incrível que pareça, eu leio jornal! - que as universidades a adotarem o sistema de cotas, já somam ao todo 148. Parece uma boa notícia para negros e alunos de baixa renda, mas não é. Com todo esse discurso de isenção do preconceito, adesão as diferenças e blá blá blá, essas tais cotas só mostram o quanto ainda somos preconceituosos.
Por que um negro deve ingressar na faculdade unicamente por ser um afrodescendente e não por seus méritos? Até onde meu pequeno conhecimento se estende, negros, brancos, asiáticos e qualquer forma humana de vida tem a mesma capacidade intelectual. Seria coerente então, julgá-los da mesma maneira na hora de avaliar as provas do vestibular.
Vamos imaginar um mundo todo regido por cotas. Você vai ao cinema, chegando lá se depara com um espaço reservado para um determinado grupo de pessoas com os seguintes dizeres: "Espaço reservado para latinos, de cabelos e olhos castanhos com sotaque argentino".
"Que porra é essa?!" você pensaria, embora saiba que nas universidades é a mesma situação, apenas camuflada com discursos bem feitos e argumentos estratégicos.
Sei lá, estou me formando esse ano numa instituição privada, porque eu não sou um superdotado de QI acima da média, porém estou cogitando a hipótese de verificar se possuo algum antepassado negro e tentar a sorte na USP, quem sabe não é minha vez?

Merecendo explicações


Primeiro texto sempre é uma merda. Você não sabe o que falar e fica aquele vácuo terrível entre o autor e o target (leia-se: público alvo) do seu blog.
Nesse primeiro post eu quero explicar à vocês, a origem do nome "Vuvuzelas Excitantes," o porque desta escolha tão... idiota. Bem, a Copa de 2010 foi em si, o evento dessas cornetas medonhas. Os jogadores, torcidas, técnicos, gandulas e o caralho a quatro ficaram ofuscados pelo brilho da incrível: vuvuzela! Ninguém mais prestava atenção nos jogos ou qualquer outra coisa, porque onde tinha um grupinho de pessoas, lá estava também a vuvuzela marcando território. Durante todo o mês, foi o único objeto onipresente da história e com uma qualidade adicional, suas variadas cores. Tinha vuvuzela para todo gosto e país. Pensei até que a taça seria uma delas em ouro maciço levantada orgulhosamente pelo time campeão.
A partir desse conceito, nada mais coerente do que batizar o blog com o substantivo e adjetivo mais adequados a este mundial. Vai me dizer que não era excitante aquele zunido intermitente no seu ouvido mesmo através da TV? Eu ficava louco, literalmente. Em uma das partidas pensei em apertar o mute, estava quase lá, porém exitei ao perceber que o barulho irritante é que dava a conotação emocionante aos jogos. A vuvuzela revolucionou o futebol, a África do Sul e proprocionou um superávit no rendimento dos vendedores ambulantes.
E eu pensando ser só mais uma corneta estridente... Quanta ignorância.